494 Palavras
Quantic era o codinome de um jovem hacker, e nesse dia tinha seu homônimo entrando em fase de testes nas dependências do exército. As possibilidades do processamento quântico eram tão vastas e desconhecidas quanto o futuro desse jovem que tinha nascido logo no início da maior explosão tecnológica que a humanidade já havia presenciado.
Era seu aniversário, fazia 28 anos. Acordou cedo e como de costume abriu sua caixa de email. Achou estranho quando seu próprio endereço estava no campo de um dos remetentes. Ao abrir, percebeu se tratar de uma carta um tanto quanto enigmática, pois continha os números da loteria que iria correr naquele dia. Abaixo uma descrição de como seria o mundo após uma guerra nuclear e a localização virtual da máquina que seria responsável pelo início do conflito.
Analisou o endereço da máquina, e identificou pelo prefixo que se tratava de uma rede de uso restrito, militar. Seria difícil invadir uma dessas redes, se não impossível. Decidiu fazer a aposta na loteria para verificar se aquilo tudo não era fruto de uma armadilha, arquitetada para roubar dados de sua máquina.
Ficou muito feliz quando ganhou sozinho o prêmio acumulado. Sem perder muito tempo, foi logo adquirindo empresas e com uma habilidade fora do comum, guiou a civilização para um novo patamar tecnológico.
Vivia numa ilha isolada quando soube pelo noticiário que todos os centros urbanos haviam sido atingidos por ogivas nucleares. Foi só ai que se lembrou da segunda parte do email e sentiu profunda dor por não ter feito nada para impedir aquele cenário.
Decidido a reverter à situação, vasculha os arquivos da empresa a procura da localização dos servidores quânticos que sua empresa havia produzido. Encontrou a única máquina que ainda funcionava, e ficou atordoado quando percebeu que o endereço virtual era o mesmo que o email havia indicado tempos atrás.
Conseguiu acessar a máquina e verificando as mensagens de alerta, percebeu que as ogivas foram lançadas por um ataque hacker, mas o rastreador não foi capaz de identificar a origem.
Escreve um email, contando a realidade que estava vivenciando e pedindo auxilio para evitar essa tragédia. Titubeou entre os números da loteria. Depois de refletir, percebeu que embora tivesse feito a humanidade progredir, aquele dinheiro lhe roubou o altruísmo e decidiu ocultar os números.
Calculou a velocidade, ajustou o acelerador de partículas para receber um conjunto de fótons, e enviou a mensagem eletrônica para seu próprio email. Os bits de informação saem do processador quântico direto para o acelerador, que manda os fótons a mais de 500 vezes a velocidade da luz em direção ao local onde o satélite roteador da internet interplanetária estaria no dia do seu aniversário de 28 anos.
Acordou cedo, e ao abrir a caixa de email, se deparou com profecias de que o mundo iria acabar. Achou estranho ter seu próprio email como remetente, mas considerou que fosse alguma forma de roubar dados e continuou sua vida como se nada tivesse acontecido.

6 comentários:

Anônimo disse...

Há um problema de tempo verbal nessa história. Às vezes o texto está no presente, às vezes no pretérito, sem uma justificativa. No mais, uma história de paradoxo temporal muito apressada, o enredo não daria num conmto curto.

Miguel Carqueija

Anônimo disse...

Este é o meu filho, contador de histórias...
Já as criava quando tinha uns 3 anos.
Continue escrevendo, pois a prática e os "feed back's" trarão a perfeição!
António Kmxk

Aguinaldo disse...

Uma historia interessante, mas complexa demais para um miniconto. E não entendi a referência ao computador quântico no início???
A história ficou muito exprimida, com aquele jeitão de resumo... ficaria legal numa noveleta...

DanielFolador disse...

A ideia q tive foi de q ele ficou preso em um ciclo, sempre repetindo o mesmo ultimo dia, mas nao tenho certeza se interpretei certo. O final e o começo estao deixando a desejar ainda. Tbm nao acho necessaria a explicação sobre fotons e tudo.

Lucas de Lima Rocha disse...

Acho que essa ideia poderia ser desenvolvida em uma história maior. Como miniconto, fica muito corrida, pouco explicada e desprovida de sentimentos. A história em si é boa, mas achei-a muito corrida.

Carlos Relva disse...

Uma ideia interessante de viagem no tempo, Andrey, mas você devia ter reduzido um pouco as informações desnecessárias. Há também um pequeno problema no enredo: se o protagonista sabia que o seu "eu" do passado poderia ignorar o e-mail, e por isso colocou os números da loteria na mensagem, por que não fez algo parecido na segunda vez?

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